Wednesday, June 28, 2006

Is anyone else out there drumming their fingers waiting for the superhero craze to be over? I mean, it's not impossible. Westerns had their day in the sun and now are revisited mainly as genre curiosities (or when there's something really hip to do with them, as in HBO's Deadwood). Musicals came and went, as did films about mutant insects turned giant by atomic radiation. But 28 years after Richard Donner's Superman: The Movie, the No. 1 mythical archetype at the box office—with the possible exception of the Italian gangster—is still the dude in a cape with the secret powers and the schleppy* everyday life.

Concordei com ele, mas por motivos totalmente diferentes.

De qualquer modo, a comoção em torno de filmes de HQ continua. Aguardo ansiosamente um filme sobre Turok, the Dinosaur Hunter. Daí quero ver se essa coisa continua.

* Alguma relação com shleper? Será? Alguém que entende íidiche e lê este blog, por favor? Flashbacks dolorosos acometeram minha mente agora. Devido a isso, terei que desafogar a angústia postando mais frequentemente. Se eu pudesse nomear um culpado eu faria, ah eu faria. Mas infelizmente não posso. Isso se chama medo.

Tuesday, May 30, 2006

Ninguém vai entender, mas vá lá.


Depois de vários anos, eu finalmente tomei vergonha na cara e decidi terminar de ler uma série de livros que eu gosto muito. E acho que dá para dizer que o gostinho da familiaridade é uma coisa fenomenal.
Nada pode ser mais legal que, ao abrir o livro* na página 9, ler um diálogo de Tas e Caramon sobre como eles estão perdidos, e captar uma referência à vez em que Tas liderou todo o bando em direção a uma cidade-porto coberta de areia por todos os lados (Tarsis, no primeiro livro de Dragões da Noite de Inverno**).

É engraçado, há uns 14 anos eu comecei a ler estes livros. Há uns dez anos eu vi uma edição hardcover de Dragons of Summer Flame em uma viagem à Disney; mas não comprei (porque era um cagado e fiquei com medo de ficar sem dinheiro, apesar de gastar uma fortuna em badulaques e fast-food), mas corrigi o erro semana passada - em paperback. Há uns três anos eu voltei a ler os livros mais novos, em especial da fase Age of Mortals, com a volta de Weis e Hickman. Nesse ritmo vou ler os livros todos da coleção em uns duzentos e cinquenta anos, o que me parece improvável. Altamente improvável.

Que série legal essa. Elven Nations Trilogy Boxset: aí vou eu.

* O 'livro' em questão é The Test of the Twins

**As edições da Europa-América sempre eram lançadas em dois livros. Aparentemente os lusitanos não sabem encadernar.

Wednesday, April 19, 2006





Hum, coisa mais bizarra que eu vi hoje. E hoje eu vi muita coisa bizarra.


Obrigado ao Filisteu por quinze minutos ininterruptos de riso.
Não se comenta sobre o Oscar. Parei de ver filmes.

Tuesday, January 17, 2006

raindrops

Premiação legalzinha. Os melhores discursos foram os de melhor ator em televisão (comédia e drama) certamente. Quando eu achei que Hugh Laurie tinha detonado Steve Carell apareceu e fez um dos discursos mais legais.

De resto foi mais ou menos. Quero ver Capote, cowboys gays - não Rocky e Hudson e sim os outros - Empire Falls, o The Office versão americana e Good Night and Good Luck.

Apostas para o Oscar:

filme: Brokeback Mountain
diretor: Ang Lee
roteiro: Brokeback Mountain
ator: Phillip Seymour Hoffman
atriz: Felicity Huffman (hum, a cacofonia vai ser engraçada)

Talvez Reese Witherspoon tenha chance se fizerem sua indicação como Atriz Coadjuvante.

Lista completa aqui.

Monday, January 16, 2006

grande descoberta (perhaps)

Notícia interessante, porém não nova. Já havia lido sobre o assunto em alguns textos, mas é a primeira vez que vejo aparecer em mídias mais convencionais.

Em um ano de Freys e coreanos fraudadores, entretanto, todo o cuidado é pouco. Com a sorte que andamos, pode ser que isso se prove uma mentira sem tamanho.

Saturday, January 14, 2006

life on mars

Recomendada por Warren Ellis na sua lista de e-mails , a série da BBC Life on Mars é bastante interessante. Previsão de oito episódios - o primeiro foi ao ar dia 9, o segundo vai ao ar dia 16 - com uma história fechada, sobre um policial inglês que depois de ser atropelado no ano de 2006 acorda no ano de 1973, ainda policial mas com umas lapelas a mais.

O primeiro episódio foi bom. E, como Ellis disse, algo que parecia ser ruim se mostrou interessante e até mesmo bizarro em algumas partes. Espera-se que não dê merda.

torso

Excelente notícia. Finalmente uma das obras mais legais da fase independente de Brian Bendis sairá em versão cinematográfica.

Na série Fortune and Glory, Bendis mostrava como eram as negociações em Hollywood quando tentava vender os direitos e o roteiro de AKA Goldfish. Sua tentativa de escrever o roteiro do filme foi engraçadíssima, especialmente porque ele, como um autor mais do que prolixo, não conseguia entender que tinha que cortar texto. Cortar texto, vejam só.

Mas o momento mais hilário de toda a série, certamente, foi quando um grupo de produtores se interessou por Torso. Quando um dos produtores pergunta com quem estão os direitos do personagem Elliot Ness, Bendis responde:

"Com ninguém. Ele existiu de verdade. Não existem direitos."

O produtor retruca:

"Não pode ser. Este é um personagem inventado, alguém deve ter os direitos sobre ele. E mais, podemos talvez fazer ele mais jovem. Tipo, uns 21 anos.?"

Isso me faz pensar que talvez essa não seja uma notícia tão excelente assim. Mas eu sou um esperançoso.

Wednesday, January 11, 2006

lagostas

Quero ler este livro.

David Foster Wallace parece ser uma daqueles autores que merecem ser lidos (e isso é baseado em entrevistas apenas), e, apesar de ter lido apenas uma obra sua (Breves Entrevistas com Homens Hediondos, traduzido) e de não ter nem chegado perto ainda da obra magna Infinite Jest (titânico livro de mais de mil páginas) sinto que vou começar mesmo por esse livro de ensaios.


Não-ficção pode ser uma dessas coisas muito, mas muito, chatas. Quando feita de uma determinada maneira, entretanto, ensaios podem trazer textos cheios de vida e opinião. Acho que esse é um desses casos.

No livro, Wallace escreve sobre a ética e a moral de se comer animais e sobre se e como os mesmo sentem algum tipo de dor quando são sacrificados. O título do livro ainda é seguido de outros, como a quase-reportagem que Wallace fez para a revista Premiere cobrindo o AVN Awards*. Ninguém grita newjournalism antes de ler o livro.

Recentemente publicado no Brasil, o autor das notas-de-rodapé** provavelmente não fará sucesso algum.


* O Oscar da Pornografia, para os menos chegados em saber de tudo.
** Isso é meio verdade. Suas notas de rodapé às vezes dariam um livro inteiro. É um dos motivos pessoais de eu gostar dele. Sempre achei que se eu fosse escritor colocaria toneladas de notas de rodapé em tudo que escrevesse. Inclusive notas sobre as notas - coisa que ele mesmo já fez e faz - ; mas daí vieram os textos de sociologia e estragaram tudo.

números da caminhada no parcão

Número de iPod Nano vistos: 2

Número de pessoas correndo: menor que o normal (calor)

Número de nerds gordos sentados nos bancos: um a menos, eu estava caminhando.

Número de Golden Retrievers: maior que o normal. Acho que o Golden Retriever é o Cocker Spaniel desta estação.

Tuesday, January 10, 2006

o problema com as editoras? não. o problema com os jornalistas.

De vez em quando um jornal fica sem pauta, eu imagino. Isso deve acontecer. Não cheguei a ver isso nas aulas de Introdução ao Jornalismo mas certamente acontece vez que outra em qualquer editoria.

Daí vêm os testes. As matéria de jornalista na pele de alguma profissão. Os perfis suspeitos. Desta vez, decidiram redigitar alguns livros aclamados e ganhadores de prêmios e enviaram para editoras. Que prontamente os recusaram. Li algumas opiniões sobre o assunto aqui e ali. Neil Gaiman não achou o assunto digno de muita nota, esclarecendo que livros novos são recusados o tempo todo. Provavelmente é a posição mais sensata neste caso. Mesmo em um mercado editorial como o da língua inglesa onde, eu imagino, as vendas andam não-ruins.

No caso, os livros redigitados e apresentados como manuscritos originais eram de Stanley Middleton e V.S. Naipaul (escritor inglês de origem centro-americana ganhador do Nobel de literatura). Gaiman sustenta que provavelmente alguns editores recusaram o livro porque perceberam que alguém mandara um livro famosíssimo e não quiseram discutir porque: ou era uma brincadeira, ou era algum lunático perigoso. Para mim era os dois. E não só na conjectura.

Mas há um problema. Pelo menos uma editora recusou o livro e acrescentou uma nota explicatória, em que julgava as qualidades do livro, mas não falava nada a respeito de ele ser uma cópia de um vencedor do Booker Prize. Isso sim é bizarro. Mas é só minha opinião, obviamente.

Eu ainda queria ver testada uma teoria. Algum escritor com reconhecimento positivo da crítica e do público deveria tentar escrever e submeter ao crivo de editoras um livro muito ruim. Como as roupas do imperador, gostaria de saber quem iria dizer a verdade antes de todos os outros.

(Pensando bem, acho que isso já foi feito; sistematicamente, ainda por cima. Só esqueceram de avisar a todos.)

Tuesday, December 13, 2005

mononucleose

E a tal da banca foi boa, afinal. Na verdade, umas duas ou três dessas por semestre não seria uma coisa ruim. O trabalho ficou bom, nada de mais, com uns defeitos claros e visíveis, e talvez com outras tantas qualidades menos perceptíveis.

A nota? Não importa. Não muito. O legal foi poder falar sobre o assunto.

Agradecimentos públicos ao Professor Mestre Roberto Tietzman pela confiança.


Saturday, November 12, 2005

podcast

Adentrando o fantástico, obscuro e solitário mundo dos podcasts, assinei alguns via itunes.

O aglomerado de músicas selecionadas por Warren Ellis, chamado de Apparat e o programa Comic Geek Speak dominam por enquanto. O primeiro é só minha tentativa de ouvir música nova sem ficar torcendo a cara; mas os segundo pode se tornar uma preciosidade encontrada este ano.

A premissa: alguns nerds malditos se reunem e discutem histórias em quadrinhos. Só isso. Basicamente o que eu gostaria de fazer. Na real, isso eu até fazia de graça.

(Na verdade, eu faço isso de graça. só que ao vivo. E ninguém que eu saiba assina no itunes. )

Mas o Comic Geek speak vale realmente assinar, especialmente pelo valor das discussões. O episódio 45 ainda é o melhor, com a participação de Geoff Klock, por telefone, diretamente do velho continente. Klock é o autor do livro How to read Super-hero Comics and Why (recomendado primeiramente para mim pelo sr. Leituras do Dia, a quem agradeço publicamente pela iluminação, especialmente porque ele, assim como eu, não tem trackback), este livro parece ser um verdadeiro tesouro para ler, em que se analisa o movimento dos quadrinhos de super-heróis pós-era de prata, dentro do contexto hiper-realista e violento criado a partir de Watchmen e Cavaleiro das Trevas.

Anyway, no podcast 45 eles discutem de tudo e mais um pouco, chegando a conclusões precipitadas e engraçadíssimas como o fato de Grant Morrison ser Deus.

O que é uma bobagem sem tamanho.

Todos sabem que Alan Moore é Deus.

Voltando a programação normal: excelente aquisição para a biblioteca. Usarei a entrevista na mono. (Altamente cool usar entrevistas de podcasts em trabalhos acadêmicos. Isso quer dizer que eu estou na crista da onda.) Lerei o livro de qualquer forma. Mandarei e-mail para esse cara elogiando o trabalho e ao mesmo tempo questionando como ele errou duas perguntas de três no trivia-questionário mandado por um ouvinte. (Não entendeu? Vai escutar o programa). Nessa ordem.


Friday, November 11, 2005

por que eu odeio a internet

Ok.

Isso já tinha acontecido antes. Primeiro eu consigo um download da graphic novel Blankets, do sr. Craig Thompson, apenas para descobrir que a cópia digital que vem está em espanhol.

O que vem a ser uma coisa inadmissível.

Agora Jimmy Corrigan (do novo prodígio Chris Ware) vem em francês, o que não é tão ruim quanto o espanhol, mas ainda assim inesperado e, na falta de uma palavra melhor, chato.

Se Black Hole vier em italiano eu vou surtar de vez.

Isso é para aprender a não piratear e comprar as coisas legalmente de uma vez.

Monday, November 07, 2005

desafio

Este site propõe um desafio aos internautas:

escrever um romance - do zero, de no mínimo 50.000 palavras - em um mês.

Você se inscreve e tem até 30 de novembro para finalizar o livro. Não só vou tentar como me inscreverei no projeto dia 20 de novembro.

Sabe como é, para apimentar um pouco as coisas.

(Pai: acho que este ano está meio em cima da hora, mas ano que vem tá pra ti.)

Sunday, November 06, 2005

the last sane man in england

Bonita matéria a respeito do escritor britânico Alan Moore.

(Gênio total, louco bizarro, inglês barbudo, escritor fenomenal. Escolha qualquer das designações anteriores para ele).

Ele e o jornalista falam sobre Quadrinhos, Cabala, fama, cinema, adaptações e futuro.

Mas sempre com a mesma falha: relatam todos os sucessos de Moore nos quadrinhos, desde que começou, mas sempre se esquecem de Miracleman. Não é possível que não tenham lido. Certamente há uma conspiração para manter os leitores na ignorância.


casa branca

The West Wing é provavelmente um dos seriados mais geniais já feitos. Diálogos inteligentes, edição rápida, múltiplas câmeras, sequências complexas, personagens convincentes e uma miríade de episódios que, na medida do possível, tentam passar algum tipo de atividade cerebral para a televisão e seu público.

Mas não é por isso que West Wing é tão importante. É devido ao fato de ajudar de maneira substancial na leitura de um livrinho muito complicado chamado Fear And Loathing In The Campaign Trail '72, do falecido madman e guru do gonzo Hunter S. Thompson.

Li o livro há uns cinco anos (no original) e devo ter entendido uns 40%. Sério. E o problema não é a maldita língua, nem o jeito bizarro que o autor escreve, mas sim toda a questão política estadunidense. Por isso West Wing é tão bom, mesmo quando você não entende nada, você ainda aprende alguma coisa. E nada melhor para entender The West Wing do que um livro chamado A Era Dourada, do sr. Gore Vidal, cavalheiro, romancista histórico, observador espirituoso e narrador perfeccionista.

No livro dele (A Era Dourada) se tem todo a movimentação política em Washington e arredores nos dez anos que compuseram a criação dos Estados Unidos na maior potência dos últimos séculos. Nos períodos que abarcam o terceiro mandato de Roosevelt à presidência e a entrada dos EUa na II Guerra Mundial até , bom, ainda não li o final, não sei em que época termina; minha opinião é que se estenda até o final do mandato verdadeiro de Truman (aquele em que ele se elegeu de verdade) o livro discute candidaturas, indicações, jogo de poder, papel da imprensa, surgimento da televisão, tudo em prosa difícil - mas compreensível.

Por isso, ordem de leitura: ler a Era Dourada, assistir The West Wing e depois poder se dar ao luxo de entender todas as piadas em Campaign Trail '72.

Tuesday, November 01, 2005


Começarei a postar coisas artísticas. É o começo do fim.

Friday, October 28, 2005

teste inútil da semana


Quando for escrever um livro, e mesmo que ele não seja exatamente um livro de fantasia, é sempre bom fazer o teste.

bjokas millllll p/ tdus meus fãns miguxos...!!!


Para todos aqueles que - assim como eu - têm engulhos estomacais toda vez que passam (mesmo sem querer) pela tal Sessão CyberMovie no Telecine, um aviso:

Podia ser bem pior. E poderia ter começado mais cedo.

"Lerning tu spel and red the Inglish langwaj iz the grat elementary task ov the pupol," wrote Medill in an 1867 monograph.

E isso levanta a questão simples de quanto tempo ainda temos antes de sermos obrigados a nos acostumar com uma mudança cada vez menos gradual na linguagem escrita? E em qualquer idioma, aparentemente.

A sensação de ler um texto em internetês nos dias de hoje é a de que a humanidade e a cultura estão indo pro buraco. Mas ao ler a obra de Laurence Sterne, irlandês do século XVIII, fico pensando no que ele diria se lesse algum livro nos dias de hoje.