Thursday, March 29, 2007
Hugo 2007
Como sempre, ainda não li nenhum dos indicados a melhor romance (dos indicados a melhor novela, noveleta e conto, então, nem se fala), por isso não posso dar palpites ainda. Mas se tivesse que chutar ficaria entre Vinge e Stross.
(Pensando bem, dos livros listados acima eu acho que li apenas cinco. Harry Potter entre eles, o que desestabiliza muito o gráfico.
evolucionismo
O processo continua parecido, é preciso algumas gerações para se chegar a um modelo ideal. Mas, ao contrário da humanidade, que precisa de uns 900.000 anos, o computador dos noruegueses faz isso em alguns segundos.
(Não lembro de onde saiu a notícia. Boing Boing permanece a fonte mais provável).
Wednesday, March 28, 2007
O X em Os Infiltrados
Tentei e tentei, mas não consegui desacreditar. Mas também, eu sou crédulo.
En Grym Film
A tal lista de posters rendeu. Lá pelas tantas tem uma linha ou duas sobre um filme sueco chamado En Grym Film (também chamado They Call Her One Eye) que parece ser das coisas mais afudê da história.
Tarantino usou como idéia para criar Kill Bill, especialmente a temática da vingança e o visual de Daryl Hannah no filme, e deu à Daryl uma cópia dizendo para que ela utilizasse como referência. Quando viu cenas de violência, degradação e pornografia ela se apavorou. O filme foi censurado - na Suécia, vejam bem - e teve sua duração orginal cortada. Se ele fez uma mulher como Daryl Hannah se apavorar na versão censurada, não quero nem imaginar o que acontecia na versão original de verdade. (Hannah me parece bem durona).
Eu achei que não teria a menor possibilidade de eu ver este filme com vida, mas encontrei no isohunt. Espero conseguir baixar. (Detalhes e pormenores numa resenha futura).
save these shows
(Séries com perigo de cancelamento, óbvio).
Veronica Mars encabeça a lista. Melhor série da atualidade. Uma das dez melhores de todos os tempos. Sério.
Friday Night Lights em segundo. Gosto muito. E o melhor é que une alta cultura e baixa cultura de um jeito sensacional.
Faltou Studio 60, mas aparentemente só eu gostava. Para variar.
poster boys
Tuesday, March 27, 2007
300
Quando conseguir terminar de ler este texto muito bacana sobre a Batalha das Termópilas eu vou estar, tipo, totalmente pronto para ver o filme, saca?
sobre posts e continuações
Mas vamos ao livro. 2007 não tem sido o melhor ano para leituras pessoais, com coisas bem chatas - como trabalho, por exemplo - tomando o tempo que seria normalmente utilizado para coisas legais. Consegui ler uns livrinhos bem bons, incluindo a "biografia" do Saturday Night Live escrita por Tom Shales (mas isso é assunto pro Punchline. Isto é, se algum dia aquele blog deslanchar, e se eu e o Márcio concordarmos sobre quais assuntos podem ou não ser tratados no local. Pela piada eu acho que vale tudo, ele - pelos mesmos motivos - discorda), depois de uma viagem à Florianópolis em que eu comprei quatro livros consegui ler dois deles escritos pelo Al Franken - comediante do SNL e agora candidato ao senado dos EUA - : Mentiras e Por Que Não Eu? (muito bons, por sinal); e, mais recentemente, terminei de ler Spin, do Robert Charles Wilson.
Spin é ficção-científica, ganhador de prêmios (Hugo, em 2005) e um baita livrão. Antes que meus 2 leitores não-iconoclastas e não-nerds torçam seus narizes devo dizer: não encham o meu saco. E aceitem as minhas recomendações. Quando que eu os decepcionei? (Pessoas que não gostaram do filme do South Park e o meu irmão: podem baixar a mão).
Spin se passa alguns anos no futuro e traz o seguinte tema/mistério/pensamento: o que acontece quando uma membrana é colocada ao redor do planeta Terra, impedindo que as estrelas e a lua sejam vistas de noite, impedindo que asteróides, meteoros e aerolitos entrem na atmosfera, impedindo que o sol incida diretamente sobre as pessoas? E mais, o que acontece quando se descobre que a Terra tem seu tempo reduzido em relação ao resto do universo? Que cada minuto que se passa na Terra equivale a uns 5 mil anos no resto do Universo. Que dentro de uns 45, 50 anos, o sol se transformará em uma estrela mortal, que consumirá tudo. Como se comportariam os humanos?
O trio de personagens centraliza essas perguntas e respostas. Há a devoção religiosa-messiânica, o cientista obcecado pelo conhecimento - não por conseguir salvar a Terra, mas se possível saber POR QUE está acontecendo o que está acontecendo - e o narrador distante, sem envolvimento com o mundo ou com o universo, apenas profundamente envolvido com os outros dois.
A história é boa. Mas o que me chamou a atenção foi que Spin se juntou a Pattern Recogniotion na lista de livros que descrevem o futuro agora (Não, não temos uma membrana ao redor da Terra. Mas o clima de imediatismo tecnológico, de investigação e comportamento, são extremamente similares). E é sobre isso que eu vou comentar.
Pattern Recognition me pareceu O livro do século XXI. O primeiro livro realmente escrito NO e SOBRE os tempos atuais. (Exposição midiática, branding, segurança mundial no mundo pós-11 de setembro, lonely girl versus the footage; essas coisas). Bruce Sterling, William Gibson, Warren Ellis, Neal Stephenson, Robert Charles Wilson trazem um jeito tão - sei lá - poderoso de se escrever sobre o futuro que a coisa toda parece acontecer agora. Adicionei Crooked Little Vein à minha lista de pre-orders na Amazon sem nem mesmo ler a sinopse. Não me interessa. Warren Ellis pode ser um louco boçal que às vezes esquece como escrever quadrinhos, mas certamente uma das coisas que ele faz melhor é comentar sobre o futuro imediato. (Eu só espero que ele não escreva sobre apotemnophilia. Isso sim ia ser anticlimático).
Me perdi em algum momento aqui. Não sei mais sobre o que eu queria escrever. Vou terminar com votos de que Grant Morrison decida escrever um romance sobre mágikos urbanos no Japão dos dias de hoje e que Alan Moore decida escrever prosa decentemente. A Voz do Fogo não me pareceu muito bom (Só li até a página 62. Será que fica melhor?)
Tuesday, February 27, 2007
Depois de abandonar o Globo de Ouro no meio devido aos comentários/narração/bobagens do Rubens Ewald (ou quem quer que fosse o idiota estragando a diversão) eu pensei que fosse ter que aguentar mais um pouco de uma tentativa patética de tradução ao vivo de um evento que não tem como ser traduzido ao vivo.
Mas daí eu consegui colocar o SAP para funcionar e assisti tudo com som original. Maravilha. Eu dava sorrisos sozinho só de pensar que estava assistindo com som original. (Isso mostra a minha idade mental com uma perfeição assustadora.)
Meu irmão, por outro lado, teve que assistir à transmisão da Globo. Alguém tem que ensinar para esses caras que "depois do Big Brother" não é um horário. Não está em nenhum relógio. E sinceramente, para que comprar direitos de transmissão se você prefere mostrar noite de indicação para paredão? Sério, isso é caso de polícia.
Oscar 2007
- Ellen DeGeneres foi melhor do que o esperado. Jerry Seinfeld entregou um prêmio e fez algumas piadas interessantes, boa idéia para apresentador no futuro. (Mas talvez seja melhor tratar desse assunto no Punchline.)
- Várias pessoas (tá, não pessoas, mas blogs.) estão reclamando de como a cerimônia foi longa e chata e de como os prêmio "realmente interessantes" só foram aparecer no final. São uns idiotas. Apesar de não ter gostado de um começo de Oscar que não tenha Ator ou Atriz Coadjuvante logo no primeiro prêmio eu devo admitir que acho o máximo todos aqueles prêmio técnicos que ninguém consegue prever. Normalmente são dados a filmes ótimos que ninguém ouviu falar, o que já é uma coisa boa. (Topsy Turvy, anyone?). A sugestão do TVSquad de colocar as entregas de Maquiagem, Direção de Arte, Figurino, Fotografia e demais nos INTERVALOS é simplesmente absurda. Não vou nem comentar.
- A participação de Robert Downey Jr. foi essencial. Ao descrever as peripécias que os técnicos de efeitos-especiais criam para iludir o telespectador ele declarou: "Which for me was just a typical weeknight in the mid-'90s."
- Foi impressão minha ou o Al Gore estava realmente em campanha e não apenas seguindo as piadas do script?
- Martin Scorcese merece todos os Oscars que ele não ganhou antes. Mas como o Waren Ellis sabiamente colocou: dá um pouco de pena vê-lo ganhar logo pela direção de um remake de um filme de gangster koreano. É meio triste. O lado legal foi ver o produtor discursando. Aquele cara sim, parecia um gangster.
- Will Ferrell, Jack Black e John C. Reilly fizeram uma apresentação muito bacana. Destaque para a cantoria e para o fetiche sexual com a Helen Mirren. Eu não sei o que aquela mulher faz, mas ela tem muito charme.
- A guriazinha de Little Miss Sunshine merece ganhar uma série de televisão JÁ. (O filho do Will Smith pode participar DEPOIS que ele aprender a ler). (O mesmo vale para a Diane Keaton.)
- O Labirinto do Fauno foi a grata surpresa. Sacanagem não ter ganhado Melhor Filme Estrangeiro. Categorias técnicas rule.
- A montagem sobre escritores foi meia-boca. A montagem sobre filmes de língua-estrangeira foi meia-boca. Parem de fazer montagens sonolentas.
- Enio Morricone é um cara muito legal. Clint Eastwood é fodido. O cara dirige DOIS filmes ótimos, faz a trilha sonora dos dois e ainda arranja tempo para aprender italiano? Bã.
- Acho sinceramente que as categorias de roteiro deveriam ser as mais importantes da noite da entrega. Escritores são as pessoas mais interessantes ali. (Seguidos de perto pelos comediantes. Jack Nicholson é a exceção.) William Monahan matou a pau com a piada do Valium (todos os ganhadores prévios tremiam violentamente de emoção fazendo os discursos. O fato de serem quase todos não-americanos não ajudava, claro. Deve ser foda fazer discurso em outra língua. Fico me imaginando ganhando um prêmio de melhor edição de som em um festival de cinema em Yokohama, por exemplo) e ainda ganhou pontos ao reconhecer o mérito do filme original em que Os Infiltrados foi baseado (Infernal Affairs, que nome legal). O roteirista de Little Miss Sunshine agradeceu à família. Mas foi de um jeito engraçado.
Demorei tempo demais para postar sobre isso. Comecei a bloquear as coisas na minha cabeça. Preciso comprar um notebook e fazer live-blogging.
Monday, January 15, 2007
aposta
Cá entre nós, morrer de tanto beber água deve ser uma coisa muito ruim. Do tipo pior que simplesmente morrer, eu acho.
Engraçado que quando eu vi o nome da moça defunta pensei imediatamente que era ficção, dado o nome dela. E só consegui pensar em uma paródia chamada Jennifer Strange & Mr. Morgue. O que é extremamente sem graça, eu sei. Afinal, como Scott Adams bem disse, esse tipo de piada tem um prazo de validade ao contrário, em que deve-se esperar o corpo esfriar para fazer as gracinhas. Se não é apenas inapropriado.
Anyway, aqui pode ser encontrado primeiro número de Fell, para leitura grátis. Revistinha boa, essa.
Wednesday, January 03, 2007
Golden Globe
Dia 15 tem Globo de Ouro, o que não é tão legal quanto os Emmy (não gosto da mistura de cinema e TV na mesma premiação) mas ainda vale um post (que seria muito mais refinado, sofisticado e legal se eu não estivesse a apenas algumas horas de uma viagem de ônibus para Florianópolis onde provavelmente ficarei sem contato com a rede mundial de computadores).
De qualquer forma, vou tentar fazer uma análise do que esperar da premiação. (Televisão apenas. Não assisto filmes no cinema a ponto de poder criticar decentemente faz alguns anos eu acho.)
O pessoal do TV Squad tem feito uma análise dos indicados e tentando fazer previsões. Quem quiser uma opinião mais consistente pode ir lá. Aqui só vai ter parcialidade e a minha costumeira arrogância. A lista completa dos indicados pode ser conferida aqui.
Melhor Série Dramática:
24 Horas, Big Love, Grey's Anatomy, Heroes e Lost são os indicados.
Cansei de 24 Horas depois da segunda temporada. Ainda é legal ficar fazendo piadas sobre Jack Bauer facts, mas acho que eles estão reciclando as histórias e toda a comoção de uma série de 24 episódios contando 24 horas na vida do protagonista acabou ali pela segunda temporada também.
Big Love é uma bizarrice sem tamanho. Eu vi exatos 27 minutos do episódio piloto, e, sinceramente, a história de um marido poligâmico membro de uma seita ultra-radical mórmon e as desventuras de sua família de 3 mulheres e não sei quantos filhos não me atraiu. Muito. Talvez eu veja outros.
Entretanto, a entrada - apesar de Beach Boys - é a pior entrada desde Everwood. Entradas de séries são como capas de livros. Ainda farei um pos sobre o assunto.
Grey's Anatomy eu não vou nem começar a comentar. Nunca vi um episódio sequer, por absoluta falta de interesse. Parece um Scrubs meets the E.R. Só que com o pior de cada um.
Heroes seria legal, se não fizesse com que idiotas que nunca seguraram uma revista em quadrinhos na mão em toda a sua vida se sentissem repentinamente qualificados para falar sobre super-heróis, super-poderes, super-questões, mitos e lendas, identidade secretas e afins. (Acho que se encaixa na categoria Supernatural, Smallville e coisas do gênero).
Lost continua do caralho, apesar dos roteiristas terem enlouquecido. Eu gosto, apesar do hype todo. É muito difícil conseguir fazer uma história boa apesar do hype envolvido.
Como o que eu gosto nunca ganha (ou quase nunca) vou ter que aceitar o fato de Big Love ganhar. É edgy, ou o que quer que isso signifique.
Gostaria que Lost ganhasse.
Mas eu gostaria mesmo que Friday Night Lights e Studio 60 estivessem indicadas. Aí sim teria ânimo de torcer.
Melhor Série Comédia:
Desperate Housewives, Entourage, The Office, Ugly Betty, Weeds.
Céus. O mundo em que Ugly Betty está indicada para qualquer coisa é um mundo em destruição. Mas eu não vi ainda. Tenho que ver, não é possível que eu possa ter tanto des-poder de análise.
Weeds nunca me atraiu. Parece um The Shield para mulheres, e todo mundo sabe que um "qualquer coisa para mulher" sempre é uma bosta. Mary Louise-Parker é uma gata mas não dá para aturar aquilo. Desperate Housewives não merece prêmio; é legal, mas e daí?
Entourage e The Office são ótimas. Se eu tivesse que escolher escolheria Entourage, mas é óbvio que The Office vai ganhar.
Acabou-se o tempo. Prêmios de atuação na segunda-feira, as well as uma análise bastante NSFW do AVN Awards 2007.
Tuesday, December 26, 2006
Adams, Scott Adams.
É por isso que apenas recentemente a tira Dilbert fez o sucesso que merece comigo. Mais ou menos como Frasier, mas em escalas diferentes. (Para gostar de Frasier tem-se que ter bibliotecas e ser um bibliófilo e saber quem foram Gilbert & Sullivan; enquanto para gostar de Dilbert você tem que entender que o departamento de contabilidade é do mal e que, ah, what the fuck, vocês quatro já entenderam...)
Acho que em 1997 ou 1998 eu e meu irmão demos o primeiro livro para meu pai - que sempre foi fã, mesmo antes de absolutamente todo mundo ser fã - que gostou bastante, mas com um entusiasmo blasé desconcertante. Conversando no Natal com ele, eu pedi o livro emprestado e ele disse que estava mesmo trazendo na mala porque um colega já havia pedido. Aparentemente a obra está esgotada em português e não se encontra em lugar nenhum, livrarias ou sebos. Acho que no final foi um presente bom. Melhor que meias. Ou gravatas.
Tá, de qualquer modo, todo este post foi só para linkar um post do blog do próprio criador do Dilbert, Scott Adams, que eu tenho acompanhado com semi-regularidade nas últimas semanas. O cara é muito bom escrevendo prosa, em posts nem muito curtos nem muito longos em que você se mija rindo da visão de mundo que ele tem. Ou algo assim.
Mas isso me chamou a atenção: (texto na íntegra, quem não gosta de ler que saia daqui)
Yesterday I “helped” by taking the dishes out of the dishwasher and putting them in the cupboard. I did all of the plates and cups and glasses and bowls first. Then I put away the larger serving spoons and odds and ends. The last step was the flatware.
But some of the flatware was clearly unwashed.
Oh shit.
All of the other dishes were clean. Or at least cleanish. But these two butter knives had butter on them. I had two theories:
1. The dishwasher had run but someone later put a few dirty butter knives in there by mistake.
2. None of the dishes were clean and I had put them back in the cupboards.
This sort of thing never happens if I’m the one who loaded the dishwasher in the first place because I don’t first rinse everything. I put dishes in there dirty and proud, so you know when the dishwasher has run. But these dishes COULD have been merely rinsed by someone more thorough.
I decided to leave the dirty flatware and just be quiet about the stuff I put away, under the theory that it would be better if I never knew how many dirty dishes I had put away and later reused. This theory was working great until…
Shelly: “Why is the dishwasher empty except for these dirty forks and knives and spoons?”
Me: “Um…Because everything else was washed?”
Shelly: “I don’t think so. I think it was all dirty. What happened to all of those dirty dishes?”
Me” “Um…I’m pretty sure the rest of that stuff was totally clean. So…I…put it away.”
Shelly: “Even Molly’s bowl?”
Now at this point in the story you have to know that Molly is my mother-in-law’s dog who was visiting before Christmas. Molly’s temporary dog bowl was one of our everyday bowls. That meant there was a 1-in-4 chance that I would be the one who ended up eating cereal out of the dog’s dirty (yet rinsed!) bowl.
So I caved in and unloaded all of the dirty dishes from the cupboards back to the dishwasher – at least the ones I remembered.
My long term goal is to develop such a reputation for household incompetence that I am never again asked to do anything around the house. So far my plan is right on track.
Sério. Só eu fiquei assombrado deles utilizarem uma das próprias tijelas para usa com o cachorro da sogra?? E depois colocar na máquina de lavar-louça e a ÚNICA preocupação foi que o ciclo de lavagem não se completou? Deusdocéu. Eu devo ser muito judeu neurótico para achar isso fora do comum pelo visto.
Bem, blog recomendado. Tem um post sobre discriminação ótimo, que meio que sintetiza tudo que eu penso. (Então somos ambos ou muito nazistas ou muito igualitários, e meu judaísmo iria de encontro à primeira opção, então...)
...like dylan in the movies...
O título do post é uma falácia e deve ser desconsiderado, por sinal. Posts sem título me dão the goosebumps, é só.
Monday, December 18, 2006
Há exatos 10 meses (ou mais, sei lá) eu disse que a banda Cansei de Ser Sexy era a next big thing na música brasileira. Ninguém me ouviu. "Music is my boyfriend" me causou um sense of wonder (ver post anterior) como eu há muito não sentia. Fui imediatamente rechaçado (ó coitadinho dele) e as pessoas que eu conheço não deram a mínima bola para descoberta.
CSS está na 61ª posição do ranking da Rolling Stone. Não acho que isso seja algo tão espetacular assim, mas ainda acho que as pessoas deveriam ter me ouvido. Malditos. Quando estiverem dançando ao som de uma versão de remix de alguma música do grupo eu vou gargalhar ferozmente e voltar a minha leitura do momento.
(E aguardo também o debut para a fama da banda Jumbo Elektro. Li sobre ela em um dos blogs que o Cardoso já teve e achei simplesmente docaralho quando escutei. Ele declarou que deveriam ser instantaneamente famosos, coisa que imediatamente concordei e que obviamente não ocorreu. Mas é muito boa música, posso garantir).
Update: a todos os disléxicos tecnológicos que acessam esse blog, a música pode ser ouvida aqui.
sense of wonder

Não consigo parar de olhar para esta foto. É um comportamento muito bizarro, eu sei, mas não é por mal.
Desde que eu me entendo por gente que eu gosto do estranho, do fantástico. Leitor assíduo de ficção-científica, de histórias em quadrinhos, de livros de fantasia, de relatos improváveis, - sussurro - ex-jogador de RPG e tal.
Baseado nisso sempre teve uma época da vida em que achei que em algum momento da minha existência eu perderia aquela sensação de que as coisas são maravilhosas. Sabe, uma atitude completamente blasé frente aos avanços da ciência e da humanidade porque, ora bolas, nenhuma delas chegaria nem perto do pés das coisas que eu lia nos livros.
"Sonda da NASA em Marte enviando imagens ruins e fora de foco com atraso de 17 horas? Pfffffff. Eu quero é ver colônias de clones metabolizados em Júpiter..."
Mas não foi assim que a coisa andou. A cada notícia que eu leio nos blogs da Wired, na Boing Boing, no Stumble e coisas do gênero eu penso: "putaquepariu! o mundo inteiro é fantástico. TUDO é ficção científica. Absolutamente TUDO"
A foto do bebê sereia é só para ilustrar a coisa toda. Obviamente todos os envolvidos sofreram muito e nada disso foi bom para ninguém, mas eu não consigo deixar de pensar em X-Men, A Guerra das Salamandras e os Dargonesti quando eu vejo esta imagem. (Ok, talvez eu só seja um idiota abilodado que leu coisa estranha demais).
Mas igual, esta, e muitas outras notícias, imagens, relatos e vídeos tem me causado um sense of wonder quase perpétuo, como se as coisas fora do comum fossem comuns.
Se todo um texto está em negrito então o que está em negrito?
Ou isso ou eu tenho que parar de ver reprises de X-Files.
Friday, November 10, 2006
Calvin & Hobbes
Eu lembro de um cara que imaginou a troca de e-mails entre Suzie e Calvin, anos depois e já na faculdade. Brilhante. Tenho os recortes de jornal de quando saiu a matéria, mas não encontro mais na internet. Das coisas que sumiram.
Friday, November 03, 2006
ciclos, mesas, debates e microfones
Quer dizer, série é meio exagerado; foram apenas dois até agora.
Domingo passado, dia 29, o tema foi Jornalismo Literário, com participação da Eliane Brum, repórter da Revista Época, muito simpática e (ouso dizer) sensível. Também estiveram lá Carlos André Moreira (mediador), Vítor Necchi (professor da Famecos-PUCRS) e Edvaldo Pereira Lima (vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Literário). Surpreendentemente os teóricos falaram melhor, com mais conhecimento e dando uma palestra acessível para a platéia, especialmente porque não se sabe quantos dos presentes sabiam quem era Gay Talese in the first place. A Eliane é melhor escrevendo do que falando, talvez por timidez.
No dia 1º foi a vez dos blogs, estes esquecidos¹. Sérgio Lüdtke mediou, Tailor Diniz e Cardoso participaram e Eduardo Pellanda (da Famecos) participaram. Eu não sei se foi porque eu deixei de participar deste tipo de evento há muito tempo, quando eu ainda ia na Bienal dos Quadrinhos do Rio de Janeiro², ou se os palestrantes eram bons mesmo, mas achei muito bom o tom e a qualidade do papo. (Ou, como meu pai vive dizendo, é muito fácil se achar inteligente e achar todos inteligentes quando estamos concordando. Quer dizer, estão falando sobre Long Tail? Technorati? Wired? blogs políticos? Todas essas coisas que eu acompanho? Então somos inteligentes juntos.)
O legal mesmo foi conhecer o Cardoso. Cara legal.
De qualquer modo, a opinião quase unânime lá foi de que os blogs têm que ser espontâneos para serem, surpresa, surpresa, verdadeiros. Isso me parece meio óbvio, mas é de uma simplicidade quase atordoante. Não é porque os blogs têm que ser contra o sistema, "nós" contra "eles", nem nada disso; mas faz parte do charme do meio blog esta coisa meio caseira de escrever³.
¹ Ah, as piadas. O que seria de um post sem piadas.
² Pode parecer muito estranho, mas eu me lembro o momento exato em que desisti de participar/assistir deste tipo de coisa. Era a II ou III Bienal dos Quadrinhos do RJ e eu estava em uma palestra - bastante cheia, lotada até - em que a estrela era o Bill Sienkiwekiz. O cara era a estrela da época, ou algo assim, e todo mundo tinha lido Elektra Assassina e sei lá mais o que. Eu tinha acabado de responder a um cara que sim, o Bill já tinha desenhado Batman, e era só ele procurar a capa de Superpowers 10 para se calar e me idolatrar como grande conoisseur para sempre. Tinha acabado de dizer isso quando um gordinho se levantou e - dispensando intérprete - fez a sua pergunta em inglês mesmo. (Devo dizer que isso sempre é temerário. Mesmo que você seja mais do que fluente, isso só gera mal estar e má vontade). Ele perguntou ao Bill quais cores ele tinha usado ao fazer Elektra Assassina.
Bill prontamente respondeu: "Yellow, Blue, Red, you know..."
Ali, naquele momento eu parei de frequentar essas coisas. Debates, seminários, oficinas, workshops. A cena toda foi de um escrotismo tão intenso - de todos os lados - que simplesmente achei que era melhor parar. Sair fora.
³ Isso me fez pensar muito sobre este blog, é óbvio. É espontâneo, mas eu realmente não sei ainda sobre o que é.
Tuesday, October 31, 2006
NaNoWriMo
Basicamente se trata de um bando de loucos que se propõe a - cada um - escrever um romance inteiro durante o mês de novembro. 50.000 palavras enre os dias 1º e 30.
12 meses atrás eu arreguei, mas este ano vai. A partir de amanhã estarei oficialmente enlouquecido tentando marretar palavras em ordem razoável; e a verdade é que, apesar de ser uma brincadeira, já estou sentindo uma pressão deslavada. Não tenho idéias nem para começar. Não sei do que se trata. Não sei o título. Não vou conseguir.
Prevejo rants coléricos neste espaço no mês que virá.
